terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Paulo Bernardo lança projeto de internet rural em Morretes

Ministério das Comunicações
  
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, estará nesta quinta-feira, 16 de fevereiro, na cidade paranaense de Morretes, a 74 quilômetros de Curitiba, onde vai ser lançado o projeto-piloto de testes de uso da faixa de 450 MHz para levar serviços de telecom ao campo. A estimativa é que mais de 24 milhões de pessoas em todo o Brasil sejam beneficiadas pelo sistema depois que a tecnologia começar a ser efetivamente implementada.
 
Dentro da política do Governo Federal de ampliação do acesso aos serviços de telecomunicações, a faixa de 450 MHz foi destinada para o atendimento rural e áreas remotas, devido a sua característica técnica de possibilitar a cobertura de grandes extensões geográficas com menor custo. A estimativa é que a velocidade da conexão de dados seja de aproximadamente 300 kbps.
 
“Nós vamos testar o funcionamento da rede de 450 MHz. Então, veremos como vai se comportar a conexão para decidir como trabalhar no uso da freqüência”, afirma o ministro Paulo Bernardo.
 
O decreto nº 7.512/2011, assinado em junho do ano passado pela presidenta Dilma Rousseff, estabeleceu metas de universalização para serviços de telecomunicações. O decreto determina que o uso da faixa de 450 MHz deve promover a ampliação dos serviços de telecomunicações de voz e de dados nas áreas rurais e nas regiões remotas e fornecer banda larga, de forma gratuita, a todas as escolas públicas rurais situadas na área de prestação do serviço. A abrangência geográfica desses serviços deve ser de 30 quilômetros a partir da mancha urbana da cidade, em direção à área rural.
 
Os testes serão realizados nos municípios paranaenses de Morretes, Antonina e Realeza, além de Manaus e Brasília (localidades selecionadas por possuírem diferentes aspectos geográficos), e demonstrarão a importância da faixa de 450 MHz para levar telefonia fixa, telefonia móvel e banda larga para a população rural do Brasil.
 
O projeto-piloto de uso da faixa será realizado pela a empresa Oi, para verificar o comportamento da faixa em termos de capacidade de cobertura e velocidade de tráfego de dados em diferentes condições de campo.
 
O edital de licitação da faixa de 450 MHz deverá ser publicado em abril deste ano, pela Anatel, e o leilão deverá ocorrer no mês de maio.

Contato de imprensa no evento: Kleber Farias - (61) 9968-0797 - kleber.lima@mc.gov.br
Publicado em 14/02/2012
 

Professores da região participam de oficina de fandango em Antonina

A equipe do IPHAN
e a oficineira Lia Marchi
no Theatro Municipal
Na última segunda-feira, 13, professores de Antonina, Paranaguá e Guaraqueçaba participaram de uma Oficina sobre Cultura Popular, mais especificamente sobre o Fandango, no Theatro Municipal. A oficina foi ministrada pela pesquisadora Lia Marchi, através do programa do Patrimônio Imaterial do IPHAN em parceria com a Olaria, Projetos de Arte e Educação. No final da oficina, os professores participantes  receberam um kit de material sobre cultura popular que inclui CD's e DVD's sobre fandango e a manifestação do Divino no Litoral do Paraná, um livro de Lia Marchi com fotos de Zig Koch, "Tocadores - Portugal-Brasil - sons em movimento", o Guia do Museu Vivo do Fandango, da Associação dos Fandangueiros do Município de Guaraqueçaba, uma exposição de fotos "Tocadores - homem, terra, música,. cordas na Escola". Todo este material é para ser usado nas salas de aula e nas escolas, visando passar o conhecimento do patrimônio imaterial que é o fandango do Litoral do Paraná e de São Paulo. 
Patrimônio Imaterial - A Unesco define como Patrimônio Cultural Imaterial "as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas - junto com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que lhes são associados - que as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural."
O Patrimônio Imaterial é transmitido de geração em geração e constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente, de sua interação com a natureza e de sua história, gerando um sentimento de identidade e continuidade, contribuindo assim para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana.
Consulte o documento que apresenta  os princípios, ações e resultados da política de salvaguarda do patrimônio cultural imaterial no Brasil (Os sambas, as rodas, os bumbas, os meus e os bois. PDF)
Lia Marchi é atriz, pesquisadora, professora e produtora.
Em 1990 inicia suas atividades artísticas, atuando como atriz e produtora cultural.
A partir de 1998 cria e coordena o projeto Tocadores. Co-autora do livro Tocadores – homem, terra, música e cordas e co-diretora dos documentários Tocadores – Brasil Central e Tocadores – Litoral Sul. Desenvolveu os textos e concebeu a exposição de fotos Tocadores na escola. É autora do livro Tocadores Portugal - Brasil: sons em movimento.
Fundou em 1999 a Olaria Projetos de Arte e Educação onde atua como diretora artística coordenando a realização de diversos projetos.

Mutirão da Identidade

Atualizado em 16/02/2012 as 23:27
A PREFEITURA MUNICIPAL
INFORMA:

NO DIA       24/02/2012 SEXTA FEIRA
ESTARÁ SENDO REALIZADO
MUTIRÃO DA IDENTIDADE

LOCAL: Delegacia da Polícia Civil /  DAS 8:30 AS 17:00h.
CRIANÇAS A PARTIR DOS 07 ANOS / DOCTS: CERTIDÃO DE NASCIMENTO OU
CASAMENTO ORIGINAL

SERVIÇO TOTALMENTE GRATUÍTO

REALIZAÇÃO: PREFEITURA DE ANTONINA, INSTITUTO DE IDENTIFICAÇÃO DO PARANÁ
CENTRO EDUCACIONAL DR. BRASILIO MACHADO
                           


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A resposta do CAP de Antonina à denúncia da Ademadan

O Conselho da Autoridade Portuária de Antonina reuniu sua Comissão Permanente do Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto Organizado de Antonina no último dia 25 de janeiro para analisar o conteúdo do Ofício 04/2012 de 24 de janeiro, da Ademadan. Depois de analisar o conselho emitiu ofício dirigido para a ONG com o seguinte teor:
1 - As atribuições previstas em Lei do CAP bem como da APPA e da ANTAQ se restringem à poligona, estabelecida pelo Decreto 4558/02 de 30 de dezembro de 2002, que define o Porto Organizado de Antonina.
2 - As áreas denunciadas pela Ademadan estão fora do Porto Organizado, onde o PDZPO não atinge.
3 - Todas as modificações no PDZPO foram estabelecidas dentro das formalidades legais e devidamente apreciadas e aprovadas pelo CAP.
4 - Os Relatórios de Fiscalização e controle dos Portos e Terminais Arrendados não apontam nenhuma não conformidade do TPPF, tampouco no aspecto ambiental.
5 - A TPPF mantém suas operações com o devido licenciamento ambiental.
6 - Todos os programas de expansão da TPPF foram objeto de apreciação deste conselho, e obrigatoriamente, são apresentados a APPA e a ANTAQ, que são os órgãos de controle e regulação.

Neste sentido o CAP de Antonina conclui que a denúncia apresentada não tem nenhuma relação com este Conselho da Autoridade Portuária restringindo-se aos aspectos de zoneamento do município.

O ofício traz a assinatura do presidente do CAP de Antonina, Luiz Hamiltom Lima Mendonça, e foi enviado com cópia para: CAP de Paranaguá; APPA; ANTAQ; Prefeitura Municipal de Antonina; Câmara Municipal de Antonina; Fórum da Comarca de Antonina, AESTUR; Procuradoria Federal em Paranaguá, IBAMA; Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade da APA de Guaraqueçaba; IAP; SEMA; Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística. 

Meninas de Antonina fazem sucesso no futsal paranaense

Raissa Baltazar e Milena Clio ladeando o técnico do futsal,
Fernando Sfier, da equipe campeã paranaense
Raissa Baltazar e Milena Clio. Estes são os nomes das meninas de Antonina que estão fazendo sucesso na principal equipe paranaense de Futsal, o Paraná Clube, que é mantida através de uma grande parceria entre Dom Bosco, Paraná Clube e Vale Fértil – Futsal. A equipe, sobre o comando do técnico Fernando César Sfeir, é atual campeã do Estado e vai disputar o Campeonato Paranaense e a Copa do Brasil deste ano, além de outros campeonatos, tendo as duas antoninenses no elenco.
Raissa e Milena foram contratadas para atuar na equipe e ainda ganharam bolsas de estudo para o curso de Educação Física das Faculdades Dom Bosco. Tudo isso graças a ótima relação de Canduca com o Dom Bosco. A Coordenadoria de Esportes da Secretaria de Educação e Esportes da Prefeitura, que por dois anos seguidos vem cedendo as estruturas do município para que as equipes de futsal Dom Bosco fizesse a pré-temporada em Antonina, vem reforçando este relacionamento.
Canduca aproveitou as oportunidades e o ótimo desempenho das atletas nos treinos coordenados por Barreto e Wallace Cordeiro para pedir que as meninas pudessem treinar na principal equipe de futsal do Paraná. Também se deve ao apoio que a Prefeitura tem dado ao futsal através dos treinadores Wallace e Barreto, que esperam mais atletas antoninenses trilhando o mesmo caminho do sucesso. Segundo Wallace já tem mais duas meninas preparadas para atuar em grandes equipes De acordo com os treinadores, meninos e meninas que quiserem treinar estão convocados a participar das 18;30 às 20;30 nas segundas, quartas, quintas e sábados no Ginásio do Batel.
O técnico Fernando Sfier passando os fundamentos às atletas



quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Antonina tem o melhor carnaval de rua do Paraná

O carnaval de Antonina é conhecido como o “Carnaval do Paraná” por ser o mais autêntico, mais tradicional e animado de todos, com bailes públicos, concursos de fantasias, desfiles de escolas de samba e blocos carnavalescos.[DSC_0076.JPG]

O carnaval paranaense tem sua maior animação e expressão em Antonina, que apesar de ser uma pequena e pacata cidade do litoral cercada de um lado por uma belíssima baía e pelo outro pelas montanhas em torno do Pico Paraná, o mais alto do Sul do país, é contagiada pela alegria do samba e atrai milhares de pessoas. O carnaval de Antonina é hoje conhecido no Brasil inteiro e em alguns países vizinhos como um dos carnavais mais autêntico mais tradicional e animado de todos, com bailes públicos, concursos de fantasias, desfiles de escolas de samba e blocos carnavalescos. No Paraná, Santa Catarina e parte de São Paulo, quem gosta de um carnaval alegre, com total segurança e liberdade para descontração, vem para Antonina, que chega a atrair um público entre 35 a 40 mil foliões por dia.
 


FESTA NA RUA - Um mês antes do carnaval a folia já começa: as escolas de samba e os blocos carnavalescos octogenários ensaiam suas baterias nas ruas do centro da cidade e todo mundo sai pra apreciar a batucada. A cidade se enche de alegria e ferve mais ainda no calor das tardes de verão e nas noites quentes. Ninguém fica indiferente à festa, pois se pode afirmar que Antonina já nasceu carnavalesca.
Este ano o carnaval de Antonina promete ser ainda mais alegre e descontraído. A Secretaria de Cultura e Turismo  está preparando um carnaval para que toda a família possa se divertir com tranqüilidade e segurança. Será ampliado o efetivo policial e o serviço de atendimento à saúde para que não haja acidentes. Além disso, haverá mais 30 homens da segurança privada para observar e conter os ânimos mais exaltados que não condizerem com a alegria da festa.
Seis escolas passarão pela “Avenida do Samba” com seus criativos sambas enredos, carros alegóricos e as tradicionais alas: Escola de Samba do Batel, Batuqueiros do Samba, Leões de Ouro, Capela, Brinca pra não chorá e Portinho. No sábado, como uma prévia da beleza e da alegria do carnaval antoninense, desfilam pela avenida os tradicionais blocos, alguns dos quais com mais de 80 anos de história.
 

TERREIRÃO DO SAMBA - Este ano, como acontece desde 2009, o carnaval se estende para a Ponta da Pita e para o Mercado Municipal onde haverá o “Terreirão do Samba”, aberto a quem quiser participar tocando qualquer modalidade musical, desde o samba, o choro, o pagode e até o sertanejo, bastando, para isso, se inscrever no local.


TRADIÇÃO – O carnaval de rua de Antonina é uma das mais tradicionais festas momescas do Brasil. Do final do século 19 até a segunda década do século 20 o carnaval da cidade caracterizou-se pelas “brincadeiras de rua”. As pessoas pintavam-se e vestiam-se de cores alegres e saiam às ruas jogando água perfumada uns nos outros. Banhos com baldes de água do mar, tiradas das canoas previamente inundadas, era uma brincadeira indispensável. Costumava-se reservar cachos de bananas que eram saboreadas com o “barreado”, prato típico do litoral, uma vez que seu preparo permitiam às mulheres acompanharem seus parceiros nas festas do “entrudo”, nos desfiles do “corso” e nas brincadeiras carnavalescas.
As brincadeiras com água foram substituídas por confetes e serpentinas no início do século 20, permanecendo as pinturas, mas os trajes foram cada vez mais se colorindo, surgindo às camisas listradas e os chitões. Foi a partir daí que começaram os bailes nas sociedades como o Clube Antoninense, Não Tem Tempo, Brinca Quem Pode, Matarazzo, Primavera, Operários, que deram origem aos cordões carnavalescos compostos por pessoas com as mesmas fantasias que tocavam instrumentos como o violão, o cavaquinho, o reco-reco e o pandeiro, animando os blocos dos Malandros, Brinca pra não chorar, Marinheiros da Água Doce, Chapéu de Palha, Marinheiros do Amor e muitos outros. O corso antoninense era feito com carroças que percorram várias ruas da cidade e que tinha como ponto alto a Rua XV, toda enfeitada com serpentina e bandeirinhas.



BLOCOS HISTÓRICOS – Em 1920 Bedenaque Luiz Pedro tirou o primeiro Bloco do Boi que se chamava Boi Barroso. Em 1922 o bloco mudou para o nome que tem até hoje e que é um dos destaques da brincadeira carnavalesca no sábado e na terça-feira: Boi do Norte.
O Bloco Apinagés começou em 1923, fundado pelo marinheiro Benedito Jesus Pereira, o Pará, inicialmente, com o nome de Guaraci. Passou por várias dificuldades, mas também por grandes momentos que ficaram registrados nos anais da imprensa. Em 1962 apresentou-se na TV Paraná canal 6, TV Paranaense Canal 12 e no Teatro Guaira. Mas no dia 16 de novembro de 1975 uma grande agitação na rua Francisco Machado chama a atenção da população antoninense. É que ali, no número 44 da rua, onde residia o cacique o bloco, estava nada mais nada menos que a Rede Globo de Televisão, que foi gravar os Apinagés para o programa Fantástico.

PROGRAMAÇÃO

Dia 17 de fevereiro (sexta-feira)
20h:    Abertura oficial do CARNAVAL 2012.
Coroação do Rei e Rainha do Carnaval, com entrega da chave da cidade pelo Prefeito Municipal
21h:    Apresentação dos Sambas Enredos dos Blocos Folclóricos e Escolas de Samba
23h:    Baile Público (Palco e Banda)

Dia 18 de fevereiro (sábado)
20h:    Desfile dos Blocos Folclóricos
23h:    Baile Público (Palco e Banda)
 
Dia 19 de fevereiro (domingo)
20h:    Desfile das Escolas de Samba e baile público


Dia 20 de fevereiro (segunda-feira)
20h:    Concurso das Escandalosas e Desfile de Blocos de Sujos
23h:    Baile Público (Palco e Banda)

Dia 21 de fevereiro (terça-feira)
19h:    Desfile de Fantasias Carnavalescas (palco pricipal)
23h:    Baile Público (Palco e Banda)

ENTRE OS DIAS 18 e 21 de fevereiro:
Terreirão do Samba no Mercado Municipal, com funcionamento das 10h às 19 horas e com Baile infantil todos os dias das 14h às 17h. Animação na Prainha e Ponta da Pita com som mecânico todos os dias das 14h às 19h.

2,5 milhões para equipar novo hospital

Está contemplado no Orçamento da União para 2012, no Ministério da Saúde, exatos 2.500.000,00 (dois milhões e quinhentos mil reais), recursos voltados para equipar o novo hospital municipal. Os recursos fazem parte da emenda individual funcional programática do deputado federal André Zacharow.
O novo hospital, já em fase final de construção e que, portanto, deverá ser inaugurado em breve. 

O velho hospital
Instalações precárias, ambiente insalubre, infiltrações e um sem número de problemas. Esta era a situação do único hospital que atende a população de Antonina. Inaugurado há 70 anos, o Hospital Silvio Bittencourt de Linhares sequer atendia as normas do Ministério da Saúde (MS) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

De acordo com o secretário municipal da Saúde, José Paulo Vieira Azim, foi feito um estudo minucioso para que a cidade não gastasse mais do que pudesse pagar. “As obras estão orçadas em R$ 3,8 milhões. Foi feito um empréstimo junto ao governo do Estado, com aval da Secretaria do Tesouro Nacional, que comprovou que o endividamento é compatível com nossos gastos. A média das parcelas a serem pagas no prazo de 10 anos é de R$ 30 mil. 

O novo hospital





quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural tem primeira reunião de 2012

24/01/2012
Sol_Iphan
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan inicia o ano de 2012 trabalhando na ampliação do número de bens culturais protegidos. Nos próximos dias 25 e 26 de janeiro, o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural estará reunido em Brasília, na sede do Iphan, para avaliar as propostas de tombamento do Centro Histórico de Manaus, no Amazonas, de Oiras e Piracuruca, no Piauí, de Antonina, no Paraná, e o Registro como Patrimônio Cultural do Ofício e dos Modos de Fazer as Bonecas Karajá.
No ano passado, o Conselho Consultivo aprovou o tombamento do Acervo do Museu do Trem, no Rio de Janeiro, dos centos históricos de Belém, no Pará, e de Jaguarão no Rio Grande do Sul. Também foi o ano em do tombamento do primeiro bem binacional: a Ponte Mauá, na cidade de Jaguarão – RS, que liga o Brasil ao Uruguai. Em 2011 houve, ainda, a ampliação dos bens protegidos dentro do programa Roteiros Nacionais de Imigração, em Santa Catariana, passando de 48 para 61 o número de imóveis representativos do processo de imigração no estado que agora são protegidos pelo Iphan. No final do ano, o Conselho Consultivo aprovou também o Registro com Patrimônio Cultural do Complexo Cultural do Bumba-Meu-Boi do Maranhão.
Antonina mantém acervo arquitetônico preservado no Centro Histórico 
A região da Baía de Paranaguá foi uma das primeiras áreas exploradas pela Coroa Portuguesa na Região Sul do Brasil. Com sua extensa entrada para o continente, foi considerada um local estratégico para o controle da região e para a busca por índios e metais preciosos. A exploração de ouro na baía impulsionou o desenvolvimento inicial de Paranaguá, bem como das localidades vizinhas, como Antonina, Guaraqueçaba e Morretes. Com a elevação de Antonina à categoria de Vila, em 1798, e com a reabertura dos portos brasileiros dez anos mais tarde, a disputa entre Paranaguá e Antonina pelo controle da atividade portuária se acirra. Como resultado deste embate político, o Caminho da Graciosa é reaberto para facilitar o escoamento da produção agrícola do interior do estado para o litoral. A partir de 1914 houve um novo período de crescimento para a cidade, com o início das atividades das Indústrias Matarazzo na região do atracadouro de Itapema. O conjunto Matarazzo era composto por estruturas para o processamento do sal, açúcar e trigo, e contava ainda com um porto e uma vila para os funcionários.
Foto: Erly Welton Ricci
Apesar do declínio das atividades portuárias e da estagnação econômica, a partir de 1930, o acervo arquitetônico do centro histórico ainda revela os vários períodos pelos quais a cidade passou, com exemplares luso-brasileiros, ecléticos, art-déco e modernistas. O tombamento do conjunto histórico e paisagístico de Antonina integra a política do Iphan que visa ampliar as áreas protegidas em todo o país. A extensão do tombamento compreende o conjunto do centro histórico da cidade e imóveis remanescentes das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo. A preservação destes espaços garante a manutenção de seu patrimônio singular e íntegro e inclui Antonina no rol das cidades históricas do Brasil.
Uma das primeiras áreas brasileiras exploradas pela
 Coroa Portuguesa, a cidade paranaense ainda mantém
 seus traços arquitetônicos
O processo de tombamento do centro histórico de Antonina, no litoral do Paraná, deve chegar ao fim nesta semana em reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural na sede do Instituto do Patrimônio Histórico de Artístico Nacional - Iphan, em Brasília. De acordo com o parecer técnico elaborado pelo Iphan, a área a ser tombada materializa os processos de ocupação territorial no Sul do Brasil, particularmente no Paraná, e está diretamente ligada ao primeiro ciclo de exploração do ouro no país.
O tombamento do conjunto histórico e paisagístico de Antonina integra a política do Iphan que visa ampliar as áreas protegidas e inclui Antonina no rol das cidades históricas do Brasil. A extensão do tombamento compreende o centro histórico da cidade e o complexo das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo (IRFM). Para o conjunto Matarazzo, será incentivada a continuidade da atividade portuária, por meio de diretrizes para ocupação da área, desde que sejam preservados e recuperados os imóveis remanescentes mais importantes individualizados no tombamento.
História - A região da Baía de Paranaguá foi uma das primeiras áreas exploradas pela Coroa Portuguesa na Região Sul do Brasil. Com sua extensa entrada para o continente, foi considerada um local estratégico para o controle da região e para a busca por índios e metais preciosos. A exploração de ouro na baía impulsionou o desenvolvimento inicial de Paranaguá, bem como das localidades vizinhas, como Antonina, Guaraqueçaba e Morretes.
As primeiras descobertas de jazidas em Minas Gerais, no início do Século XVIII, deflagraram o processo conhecido como “corrida do ouro” e fez com que as povoações formadas no litoral do Paraná voltassem suas atividades para a subsistência. Com a elevação de Antonina à categoria de Vila, em 1798, e com a reabertura dos portos brasileiros dez anos mais tarde, a disputa entre Paranaguá e Antonina pelo controle da atividade portuária se acirra. Como resultado deste embate político, o Caminho da Graciosa é reaberto para facilitar o escoamento da produção agrícola do interior do estado para o litoral.
A partir de 1820, com a implantação de engenhos de erva mate para exportação, o incremento de atividade portuária levou a um rápido crescimento urbano, com a abertura de novas ruas, a construção das igrejas de São Benedito e de Bom Jesus do Saivá, do primeiro trapiche e do mercado de Antonina. Obras para tornar o Caminho da Graciosa carroçável e a construção da Estrada de Ferro Curitiba-Paranaguá, na segunda metade do Século XIX, intensificaram a comunicação entre Antonina e as demais cidades paranaenses.
A partir de 1914 houve um novo período de crescimento para a cidade, com o início das atividades das Indústrias Matarazzo.  Devido à falta de investimentos, ao assoreamento dos canais da baía e ao progressivo aumento do calado das embarcações, a partir de 1930, o Porto de Antonina entra em decadência. Várias empresas fecharam as portas, levando a cidade, mais uma vez, à estagnação econômica. Em 1972 houve o fechamento das Indústrias Matarazzo e, em 1976, a desativação do ramal ferroviário Morretes-Antonina.
Paisagem natural -  O ambiente natural de Antonina, formado pelas montanhas da Serra do Mar e pela Baía de Paranaguá, foi determinante para a implantação da cidade neste local e para a forma como se deu seu crescimento. Por esse motivo, Antonina foi descrita como pitoresca por viajantes que por ali passaram no Século XIX, como o engenheiro inglês Thomas Bigg Wither: "um lugarejo bonito e até pitoresco, situado, como está, entre a terra e a água, ao pé de gigantesca cadeia de montanhas, a Serra do Mar”.
A escala e porte de Antonina relacionam-se harmonicamente com o ambiente natural em que está inserida. Este conjunto preserva uma rara qualidade ambiental nas atuais cidades brasileiras e configura-se em potencial para seu desenvolvimento social.
O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural - Também está na pauta da reunião do Conselho Consultivo em Brasília a proposta de tombamento dos centros históricos de Manaus, no Amazonas, e das cidades piauienses de Oeiras e Piracuruca. Os conselheiros também vão avaliar a proposta de Registro como Patrimônio Cultural do Ofício e dos Modos de Fazer as Bonecas Karajá. O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, presidido pelo presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 22 conselheiros de instituições como Ministério do Turismo, Instituto dos Arquitetos do Brasil, Sociedade de Arqueologia Brasileira, Ministério da Educação, Sociedade Brasileira de Antropologia e Instituto Brasileiro de Museus – Ibram e da sociedade civil.



Serviço:
Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Dias: 25 e 26 de janeiro de 2012, de 10h30 às 18h
Local: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan
           Sala do Comitê - Gestor
           SEPS Quadra 713/913 – Bloco D – Asa Sul
           Brasília – DF
Mais informaçõesAssessoria de Comunicação Iphan
comunicacao@iphan.gov.br
Adélia Soares – adelia.soares@iphan.gov.br
Mécia Menescal – mecia.menescal@iphan.gov.br
(61) 2024-5476 / 2024-5477
www.iphan.gov.br / www.twitter.com/IphanGovBr
Fonte: Ascom

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Realizada audiência pública para alteração no Plano Diretor

A Prefeitura de Antonina realizou na manhã da última terça-feira, 24, na Câmara de Vereadores, Audiência Pública visando a apresentação e discussão sobre propostas de alteração da Lei Municipal de Uso e Ocupação do Solo. 

De acordo com explanação do prefeito Carlos Augusto Machado, a Lei 22/2008 precisa ser alterada pois "engessa" o desenvolvimento do município quando prevê construções de barracões industriais de, no máximo, 300 m². Hoje, com as eminência de instalação de várias indústrias, torna-se necessária a construção de barracões industriais muito maiores do permitido pela lei. 

Segundo Anteprojeto de Lei enviado para a Câmara de Vereadores e que foi exposto para discussão na Audiência Pública, acrescenta parágrafo ao Artigo 33 da Lei 22/2008 e altera o parágrafo 38, de zoneamento, uso e ocupação do solo rural e urbano, permitindo os serviços de uso industrial na Zona Residencial Mista 1, nos bairros Barigui, Km4 e Malvinas, na Zona de Uso Turístico 1 e 2, quando tratar-se de uso para depósitos, armazéns gerais, entrepostos, cooperativas e silos. 
Participaram do evento, funcionários da prefeitura, vereadores, representantes dos bairros afetados, representantes de organizações sociais, dos trabalhadores portuários e de associações de moradores. A Audiência foi convocada mediante a publicação do Edital 01/2012, publicado no Diário Oficial com data de 02 de janeiro de 2012.

Prefeitura abre inscrições para concurso público

A Prefeitura de Antonina está abrindo inscrições para concurso público em cargos como técnico em enfermagem, professor de educação física, motorista e auxiliar de serviços gerais. Para os interessados as inscrições poderão ser realizadas de 30/01/2012 a 16/02/2012 através do site www.exatuspr.com.br e/ou www.antonina.pr.gov.br. Para consultar todos os detalhes, faça o download do edital do concurso 001/2012 clicando aqui. Informações: (41)3978-1010, ou no site da Prefeitura.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Abertas inscrições para o 22º Festival de Inverno da UFPR em Antonina

Show com o Viola Quebrada
Começaram os preparativos para o 22º Festival de Inverno da UFPR. Envie até o dia 29 de fevereiro de 2012 sua proposta para ministrar oficina ou apresentar espetáculos. O evento, que será realizado de 07 a 14 de julho e faz parte das comemorações dos 100 anos da Universidade Federal do Paraná, promete movimentar Antonina.
A programação contará com oficinas de artes visuais, música, dança, artes cênicas, artesanato e comunicação para crianças, jovens e adultos. Sem falar nos espetáculos, palcos nos mais diversos espaços da cidade apresentarão ao público o que a cultura brasileira tem de melhor. Não deixe de participar! As fichas de inscrição para propostas de oficinas e espetáculos já estão disponíveis.
O concurso para a escolha da imagem gráfica do 22º Festival de Inverno da UFPR também já está aberto.  É importante lembrar que em 2012, o evento terá como tema o Centenário da UFPR. Confira o regulamento e envie sua proposta!
Murillo Da Rós na Igreja Matriz




Regulamento do Concurso 22º Festival de Inverno da UFPR
Objeto: Seleção de Cartaz Institucional representativo do 22º Festival de Inverno da UFPR.
Período, hora e local para apresentação dos trabalhos e documentação, vide artigo 04.

Art.01: Das Disposições Gerais: 
O concurso é regulamentado pela lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, que disciplina as licitações e contratos administrativos no serviço público, e em virtude do disposto no artigo 111 que impõe a cedência pelo licitante premiado, de seus direitos autorais patrimoniais à administração, encontra-se consolidada, fundamentalmente, na lei nº 5.988, de 14 de dezembro de 1973.

Art.02: Dos Objetivos: 
I. A Universidade Federal do Paraná, por intermédio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, oferece concurso para seleção de cartaz institucional representativo do 22º Festival de Inverno da UFPR, a ocorrer na data de 7 a 14 de Julho de 2012, propiciando assim, a apresentação de propostas que venham a caracterizar e identificar visualmente o evento, projetando-o em nível nacional.

Art.03: Dos Participantes: 
II. O concurso é dirigido a artistas plásticos, designers e publicitários de todo o país, sendo, contudo, aberto à participação de demais profissionais e estudantes interessados.
III. A participação no concurso poderá ser individual ou em equipe e cada participante pode concorrer com até três trabalhos acondicionados individualmente, como explícito no artigo 07.

Art.04: Da Inscrição: 
IV. Os trabalhos e respectiva documentação devem ser encaminhados à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura / Coordenadoria de Cultura - Travessa Alfredo Bufrem, 140 - 3º andar, Praça Santos Andrade - CEP 80020-240 Curitiba-PR, até o dia 29 de fevereiro de 2012, de 2ª a 6ª feira, das 09h00 às 12h00 e das 14h00 às 18h00, encerrando-se as inscrições às 18h00 dessa última data.
V. Os trabalhos poderão ser enviados por via postal, devidamente protocolados, de forma a comprovar que a remessa se deu nos prazos estipulados neste regulamento. Não haverá taxa de inscrição.

Art.05: Das Características: 
VI. O cartaz do 22º Festival de Inverno da UFPR deve ser alusivo ao Centenário da Universidade Federal do Paraná e concebido em formato 64 x 44 cm, com utilização do espaço em sentido horizontal ou vertical, a critério do candidato, em policromia (escala CMYK), devendo, obrigatoriamente, conter os seguintes dizeres:
22º Festival de Inverno da UFPR
de 7 a 14 de julho de 2012  Antonina - Paraná
Oficinas e Espetáculos.
Inscrições: de XX de junho a XX de julho de 2012, das 9h00 às 18h00
Em Curitiba: Pró-Reitoria de Extensão e Cultura Travessa Alfredo Bufrem, 140 - 3º andar - Curitiba-PR. CEP: 80020-240 Fone: (41)  3310-2684 / 3310-2832 - FAX: (41) 3310-2763 – E-mail: festival@ufpr.br
Em Antonina: Theatro Municipal Rua Carlos Gomes da Costa s/nº CEP: 83370-000 - Fone: (41) 3978-1093
Promoção:
Universidade Federal do Paraná
Pró-Reitoria de Extensão e Cultura
Patrocínio:
Universidade Federal do Paraná
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VII. Os candidatos devem reservar espaço para aplicação de logomarcas de aproximadamente cinco patrocinadores, em área máxima de 200 cm2.

Art.06: Da Apresentação: 
VIII. O trabalho deve ser apresentado em cópia colorida, no formato A3 (42 x 29,7 cm) e em CD (incluídas fontes utilizadas para eventual instalação) utilizando-se do programa PC - Corel Draw.
IX. O layout vencedor poderá ser adaptado pela UFPR para aplicação em banners, folders, camisetas, convites e outros veículos de comunicação.

Art.07: Da entrega: 
X. Deverá ser feita no endereço especificado no artigo 04, item IV deste regulamento, sendo indispensáveis os seguintes procedimentos:
1. No caso de mais de uma proposta por concorrente, cada uma deverá ser encaminhada em embalagem individual. Mais de uma proposta no mesmo envelope acarretará a eliminação.
2. Cada concorrente entregará, em envelope lacrado, sem identificação externa, a cópia do cartaz em A3, juntamente com o CD contendo o original do trabalho apresentado. Ainda dentro do mesmo envelope, entregará outro envelope, também lacrado, contendo a seguinte identificação do autor: nome completo, número da cédula de identidade e órgão expedidor, número do CPF, endereço completo, telefones de contato com código DDD, resumo das atividades profissionais (dados legíveis), além de autorização ou não da participação do trabalho na exposição (Art. 10). No ato da entrega, a embalagem e todo material acondicionado dentro dela receberão a mesma numeração do envelope que contém a ficha de identificação.
3. Os participantes que enviarem o trabalho por via postal deverão acondicionar o envelope com a cópia A3 e o envelope da inscrição lacrados separadamente, e os dois dentro da mesma embalagem.
4. Os envelopes e a cópia A3 não poderão portar marcas, nomes, pseudônimos ou qualquer identificação que possa associar sua autoria, sob pena de desclassificação.

Art.08: Do Julgamento:
XI. Os trabalhos serão julgados até o dia 30 de março de 2012, por comissão indicada pela Universidade Federal do Paraná, conforme deliberação da Coordenadoria de Cultura, sendo formada por profissionais da área, de reconhecida competência.
XII. A comissão avaliará as propostas analisando os seguintes critérios: "Estrutura", "Criatividade", "Eficiência na comunicação da mensagem".
XIII. Em decisão final e inapelável, a comissão se reserva o direito de não premiar nenhum dos trabalhos apresentados em caso de não identificação com os objetivos do Festival citados no Artigo 8, item 12.

Art.09: Da Premiação: 
XIV. O resultado do concurso será divulgado através de edital na Pró-Reitoria de Extensão e Cultura e no site do Festival de Inverno da UFPR. (www.proec.ufpr.br/festival2012), até o dia 4 de abril de 2012.
XV. Ao trabalho vencedor será concedido o prêmio de R$ 2.000,00 (dois mil reais), valor bruto.

Art.10: Das Considerações: 
XVI. Os trabalhos não premiados farão parte de exposição no período do 22º Festival de Inverno da UFPR, na cidade de Antonina, desde que autorizado pelos autores, e deverão ser retirados na Coordenadoria de Cultura/PROEC da UFPR, mediante apresentação do protocolo de inscrição até 30 dias após o término do evento. Os trabalhos não autorizados a participar da exposição deverão ser retirados até 30 dias após a divulgação do resultado.
XVII. O autor, vencedor do presente concurso, ficará obrigado a ceder os direitos patrimoniais referentes ao trabalho selecionado, podendo esta Universidade Federal do Paraná utilizar-se desse trabalho de acordo com o previsto neste regulamento.
XVIII. Fica eleito o foro da Justiça Federal, Seção Judiciária do Paraná, Circunscrição de Curitiba, com renúncia a qualquer outro, para dirimir quaisquer controvérsias decorrentes do presente concurso.
Informações:
Universidade Federal do Paraná / Pró-Reitoria de Extensão e Cultura / Coordenadoria de Cultura / Travessa Alfredo Bufrem, 140 - 3º andar - Curitiba - Paraná. / CEP: 80020-240. Fones: (41) 3310-2684 / 3310-2832 e Fax (41) 3310-2763
Home Page: http://www.proec.ufpr.br/festival2012
E-mail: festival@ufpr.br



sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Concluído mapeamento de áreas de risco

A Defesa Civil e a Mineropar, concluiram, nesta terça-feira (10), o levantamento das áreas com risco de deslizamentos e enchentes nos sete municípios do Litoral. 
Foram identificados 84 pontos vulneráveis e 65,5 mil pessoas residindo em áreas de risco na região. O município de Guaratuba registrou a maioria dos pontos suscetíveis a desastres, com 23 áreas de risco no mapeamento. Em seguida vêm os municípios de Guaraqueçaba (17), Paranaguá (16), Matinhos (10), Antonina (10), Morretes (5) e Pontal do Paraná (3).

O levantamento mostra os tipos de desastres que são mais comuns por área. Os alagamentos representam o risco em 64 áreas, as enxurradas em três e os deslizamentos em 15 localidades. O documento informa ainda o tipo de ocupação em cada uma das áreas, são 12 em habitação precária, 55 locais com infraestrutura, oito sem ocupação e 22 são localidades sem infraestrutura.

Mapeamento

O mapeamento foi elaborado analisando três situações: os deslizamentos de encostas, os alagamentos provocados pela dificuldade de escoar a água e as inundações causadas pela elevação do nível de rios. O documento também aponta as áreas com maior probabilidade de sofrer desocupação caso ocorra algum desastre natural. 

O chefe da Coordenação da Defesa Civil, major Antonio Hiller, explica que os órgãos governamentais vistoriaram todos os municípios e localidades de risco da região litorânea. “Fizemos uma ficha com as informações de cada área, com tamanho, nível de risco e população residente. O resultado dessa pesquisa é um plano que irá nos auxiliar nas próximas ações”, disse ele.

Hiller destacou que o levantamento não é estático e sempre será atualizado. “Queremos um documento que nos ajude nas ações de prevenção e melhorar a relação entre as entidades governamentais”, afirmou. Ele lembrou do trabalho rápido realizado pela Defesa Civil ano passado no Litoral e afirmou que a falta de um mapeamento impediu que a ajuda fosse enviada com mais agilidade.

Plano preventivo

A inspeção dos pontos vulneráveis foi realizada para completar o Plano Preventivo para Controle de Desastres, que foi elaborado pelo Estado para preparar os organismos estaduais num eventual desastre ambiental. A pesquisa desse plano foi iniciada em junho, após as fortes chuvas que atingiram o Litoral e que deixou dezenas de desabrigados.

O geólogo Oscar Salazar Junior, da Mineropar, explicou que as vistorias para a elaboração do plano levou em consideração áreas que podem interferir na infraestrutura e ou na segurança pública. “Temos diversas regiões que podem ter deslizamentos, mas mapeamos as que podem atingir a integridade física da população”, disse ele. O geólogo que acompanhou toda a elaboração do documento afirma ainda que cada região tem uma particularidade de solo, de relevo e características das encostas e rochas.

Monitoramento

Para formular o plano, o governo estadual dividiu o tema em três etapas de estudo: caracterização do cenário; o monitoramento dos efeitos climáticos junto ao Simepar; criação de um grupo de atenção para coordenar a sistemática operacional.

O chefe do setor operacional da Defesa Civil e um dos coordenadores do plano, Romero Nunes da Silva Filho, explica que foram instalados em algumas regiões sirenes para o alerta de desastres. “Toda vez que o Simepar alertar para grande quantidade de chuva, nós saberemos quais áreas deverão ter interferência e quais ações serão tomadas”, disse ele. “Sabemos quais alertas repassar aos municípios. Para ações rápidas e seguras”, conclui.

Sistematica operacional
Na terceira parte do plano, consta um cadastro das pessoas a serem acionadas em cada órgão do governo para dar andamento às ações. Todo o trabalho deve ser planejado em conjunto com a Defesa Civil, Sanepar, Secretaria da Saúde, Copel, Corpo de Bombeiros, entre outras entidades e secretarias de Estado. A intenção é oferecer um documento que aperfeiçoe a logística de atendimento à população atingida. 

Romero explica que, caso ocorra um desastre natural, esse cadastro irá informar quem tem condições de ajudar com o envio de veículos, donativos, água potável, caminhões, macas, entre outros equipamentos. “Temos tudo detalhado. O plano irá articular todos para um atendimento mais ágil”, afirma.
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FONTE: AEN e CORREIO DO LITORAL

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